terça-feira, 26 de agosto de 2014

9 meses

Anda difícil encontrar um tempo para escrever no meio de tantos afazeres e mudanças. Parece que, embora já tenha se passado o tempo de uma gestação, cada etapa dessa nova vida requer uma releitura de si mesmo e uma reavaliação da rotina e das ações cotidianas.

Por aqui, as novidades do nono mês incluem, uma crise (leia-se = choro intenso se mamãe sai de perto) e problemas com intestino preso. Aliás, o último item é o que mais tem me preocupado, pois mesmo tentando acertar pela alimentação não anda funcionando muito...

Dos aprendizados, minha pequena adora bater palminha, já fala um sem números de dedés, dadá, papa, nene e afins. Quanto a engatinhar... ela detesta ficar de bruços, por isso, acho que ou ela demora a engatinhar ou anda primeiro, viu?

Da vida pessoal, tetando fazer a correção final da minha dissertação de mestrado, mas ando tão avoada que, tá difícil demais!

Abraços,

Daniela

segunda-feira, 28 de julho de 2014

8 meses

Impressionante como os dias tem passado rápido. Como atualmente divido meu tempo sendo mãe e dona de casa (coisa que jamais tinha sido exclusivamente na vida) me vejo em um redemoinho de atividades que jamais cessam, o que tem resultado em um cansaço infinito. Do que mais sinto faltas, sem dúvidas, são das minhas leituras e de escrever, que saudades de escrever. Me sinto muito perdida de mim mesma.

No mais, Clara vai bem, se desenvolvendo bem e finalmente se alimentando de modo satisfatório. Só não diminui os mamas, mama muito dona Clara, adora, quer mamar antes e depois da comida, quer mamar sempre, para dormir, para brincar, para tudo... Resultado, mãe esgotada.

A rotina tem entrado mais nos eixos, mas dou as minhas vaciladas... A maior dificuldade continua sendo o sono. Só que passa não é? Tudo passa...

Abraços,

Daniela



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Como anda a vida!

As coisas aqui andam cada dia mais puxadas e eu com mais dificuldades de estabelecer uma rotina. É a rotina de tentar fazer uma rotina, ufa, mal dá para ir nos blogs ler.


Por aqui estamos quase definindo um padrão para a IA e, pasmem, depois do 7 meses a coisa por aqui melhorou muito. Do que eu notei que talvez, por Clara não ter pegado nem bico e muito menos mamadeira, lidar com algo diferente do mama na boca era muito difícil, agora ela já está ficando mais craque.



E cada dia mais esperta e falante rsrs. Sobretudo, se comunica com gritinhos, um amor. E assim vamos caminhando!



Bjos,



Daniela



quarta-feira, 4 de junho de 2014

BC - Filho único ou não?

Está ai algo que paira quase sempre sobre a minha cabeça...

Eu sempre disse que gostaria de ter três filhos. Talvez por ver minha mãe com seus três irmãos e de como eles se ajudam. Famílias grandes tendem a ser mais companheiras e eu quero muito isso para a Clara e para os outros filhos que vier. Li um texto muito bonito esses dias que dizia que filhos são dom de Deus, uma dádiva para fazer dos lares mais felizes e tenho pensado muito nisso desde então.

Claro que preciso admitir que, se para a primeira gestação não havia medo algum em engravidar e ter um bebê, agora... São muitas mudanças físicas e emocionais, principalmente emocionais, porque, vamos admitir, a mulher vira uma montanha russa emocional que nunca para após a gravidez e o nascimento de um filho. Do que eu acabei concluindo que uma gestação demanda muito da mulher, muito mesmo, é uma anulação plena de si para trazer a vida nova e ao trazer essa vida, uma reconstrução daquilo que se foi, para o que agora se é.

E tem também um medo lá no fundo de passar pelo parto de novo...

Do que eu acabei concluindo que, no alto de seis meses no mundo da maternagem, perguntar-se por um segundo e um terceiro filho é complicado. Estamos envolvidas tão profundamente com o bebê, com as mudanças, com o cansaço... (que tem dias que é tanto que você pensa que não quer filhos nunca mais rsrs).

Quero ter outro filho sim. Se a idade permitir, e as condições financeiras também, talvez até um terceiro... (do que entra aqui um detalhe engraçado, a minha mini fobia de engravidar de gêmeos rsrs). Só que agora, nesse momento, não sei dizer quando e nem como, se Clara terá três ou seis anos... Isso só o tempo mesmo e de como as coisas vão encaminhar por aqui.

Abraços,

Daniela

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Sobre a Gravidez



Tenho pensado muito em uma palavra para definir minha gestação. Em termos físicos, foi uma gravidez tranquila, é claro que tivemos por aqui muito enjoo (com direito a vomitar demais) e a calor extremo no finalzinho mas, no geral, tudo caminhou super bem. No entanto, as coisas não iam tão bem no nível emocional.

O ano de 2013 foi um período muito conturbado para a minha família. E talvez a marca mais forte disso tenha sido a doença da minha mãe que, para mim, que tinha descoberto a gravidez recentemente, foi barra pesada. Eu senti muito medo. Medo de que ela não pudesse estar comigo no momento em que eu mais precisava.

Nisso, mestrado, trabalho e casa foram se avolumando a ponto de me inundar, eu não dava conta de muita coisa. Apenas das minhas aulas, dadas na zona rural no período noturno. Eram dias bem esperados na semana, porque eu esquecia e era bom esquecer... E no entanto, bem no final da gestação, descubro que o Estado não cobre a licença maternidade para professoras contratadas e que eu teria de deixar meu cargo para ter direito a algo que é meu DIREITO! 

E isso tudo uma semana antes de dar a luz... Pensa só?

Eu definiria assim, esses nove meses, como de silêncio e solidão. Nunca me senti tão só, comigo e meus pensamentos. 

E talvez... Talvez por isso, a minha relação comigo mesma no pós parto e tantas novidades acontecendo tenha sido tão conflituosa.

É claro que também tiveram os bons momentos. Eu defino o último trimestre como o melhor, eu estava mais antenada no que era estar grávida e mais tranquila sobre minha mãe, finalmente parei de enjoar com quase 7 meses, passei a cuidar de preparar as roupinhas, o cantinho da Clara.

E como nove meses parece tanto tempo e tão pouco tempo ao mesmo tempo? Quando penso neles, penso que eu queria ter curtido um pouco mais, ter mais fotos da barriga, em todos os meses, ter estado mais relaxada, ter procurado mais companhia. Eu já acompanhava alguns blogs, mas não tinha energia para fazer um...

A melhor lembrança com toda a certeza sempre serão os movimentos da Clara, pois eram eles que me davam forças para fazer o meu melhor, por ela, por mim, pelo meu marido e pela minha família.

E vamos que vamos né?

Bjos,

Daniela

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Introdução Alimentar - A Saga

Sim, eu pensei que iria amassar uma banana e voilá, Clara ia comer uma banana todinha, todinha, na maior alegria e felicidade do mundo... só que não... Sigam só a reação da criança:

Banana!




Tá, eu chorei de rir, no primeiro momento. Depois... A reação a papinha salgada foi pior ainda. Então, que em quase uma semana de comidas além mama, pouca coisa teve sucesso. Ela detesta ver a colher e o prato e já sabe o momento que vou colocá-la no carrinho para comer. A única coisa que teve um mini sucesso foi deixar ela chupar um pedaço de banana, mamar a banana mesmo, só que tenho medo demais dela engasgar. Tentei o mesmo com a pera, só que pera não vai dissolvendo né? Fui raspar, choro sentido do infinito.

Agora ela anda dando uns choros feios de retorcer no carrinho contra a comida. E ai, como é que faz? Ai sigo com o mama livre demanda...

E segue só o cansaço e o pó por aqui.

domingo, 25 de maio de 2014

6 meses e a introdução alimentar

Dia 22 Clara completou seus 6 meses. E eu consegui, com muito esforço, fazer com que esse período fosse de amamentação exclusiva. A isso se soma todas as dificuldades da amamentação, desde ao próprio início complicado e dolorido, quanto ao fato dos palpites e opiniões alheias que em nada acrescentam. Fato é que terminamos esse período com sucesso, apesar de eu estar fazendo exames por conta de uma fraqueza tensa que se alojou e, por hora, prosseguiremos só com o teteto e o início da alimentação.


Sobre a Introdução Alimentar... Jesus, vai ser uma luta por aqui. Em três dias, já experimentamos banana, maça e mamão de papinhas doces. Primeira reação? Detestou, fez careta, tremeu, chorou e agora descobriu que dá para empurrar o que coloco na boca dela para fora com a língua. Apesar de que, nas frutas, a aceitação já começou bem lentamente, uma colherzinha já vai...

Agora, a papinha salgada. Essa é luta, ela chora sentido, como se eu estivesse fazendo o ato mais cruel possível com ela. Eu fico bem com dó e me achando a pior mãe do mundo. Será que isso melhora?

Ah, no meu caso, o pediatra só indicou sucos e água a partir do sétimo mês!